Palavra

by colligere

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about

Rodrigo Ponce - Vocal
Brunno Covello - Guitarra
Arthur Roman - Guitarra
Gabriel Covello - Baixo
Douglas Gandolfi - Bateria

credits

released July 1, 2007

Colligere

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all rights reserved

about

colligere Curitiba, Brazil

O primeiro show do Colligere aconteceu no dia 20 de maio de 2000. O último... ainda não aconteceu.

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Track Name: Óbvio
01. ÓBVIO
Desconfia do óbvio. Realiza o argumento. Desconfia do argumento. Realiza o óbvio.
Eu não quero ser produto do meu espaço. Eu quero que meu espaço seja produto de mim.

01. OBVIOUS
Suspect the obvious. Make the argument. Suspect the argument. Make the obvious.
I don´t wanna be a product of my environment. I want my environment to be a product of me.
Track Name: Parte Dois
02. PARTE DOIS
Para onde posso ir sem me carregar? Não há outro “eu” em outro lugar.
Então encaro o desafio de transformar aquilo que me forma.
Veloz, veloz, veloz, veloz!!!!
Mas atrás da janela é ainda minha visão cortando outro lugar.
Sempre a minha idéia, sentindo e gravando lá fora outra imagem.
Rápido como as árvores se tornam manchas, a ação mistura o real e o inventado.
Já falei sobre isso antes.
Sobre pés e rodas marcando caminhos e o sabor da morte em meus sentidos.
Devo ir... sugando cada instante.
E o que nós vamos guardar destes dias?
Os flyers e as fotos? As cartas? Os mortos que não deixamos enterrar?
Os velhos lugares têm novas pessoas. Quanto tempo vão durar?
Mudar o mundo será apenas mudar o mundo de lugar?
Se o conteúdo se refaz é preciso quebrar ou mudar a embalagem.

02 . PART TWO
Where can I go without carrying me?
There´s no other ´I` somewhere else
So I dare to transform that which forms me.
Fast, fast, fast . . .
But behind the window it´s always my own vision grasping another place.
It´s always my idea, feeling and printing another image from the outside.
Fast as trees become blurs, action mix reality with imagination.
I´ve talked about this before
About feet and wheels that create paths and the taste of death in my senses . . .
I must go on . . . sucking out the marrow of life.
And what will we keep from these days?
The flyers and photos? The letters?
The dead ones we don´t afford a burial?
The old places have new crowds.
How long will they last?
Changing the world will only be changing its location?
If the content is rebuild by shape we must break or change the recipient.
Track Name: Crítica
03. CRÍTICA
Onde buscarei paixão para conceber novas ideias?
De que inferno trarei palavras com algum calor?
Um mar de cinismo engoliu meu chão e encheu as ruas de entulho.
Mas nossas frágeis construções caíram com o primeiro vento.
Se esta música deve expressar uma vida diferente
É porque a vida que temos não vale ser cantada?
O que você procura aqui?
Somente na imagem, a felicidade. Só na palavra, a verdade.
Se toda ideia responde a uma vontade de viver, por que não viver?
Matar a fome! Destruir a ideia.
Matar a fome! Minha promessa de felicidade.
O dinheiro não me livrou dos remédios.
As ideias não me dão certezas.
Minha fé não me livrou do medo.
Onde buscarei paixão para conceber novas ideias?
De que inferno trarei palavras com algum calor?

03. CRITICISM
Where will I seek passion to conceive new ideas?
From which circle of hell can I bring words with some heat?
A sea of cynicism has swept my ground and filled the streets with garbage.
But our fragile buildings have collapsed with the first blow.
If this song is to express a different life
Is it because the life we have is not worth singing (about)?
What are you searching here?
Only in image, happiness. Only in word, truth.
If every idea corresponds to a will to live
Why not living it?
Destroy the hunger. Destroy the idea.
Destroy the hunger. My promess of hapinness.
Money hasn´t rid me of medicines
Ideas doesn´t bring me certainties.
My faith didn´t turn me fearless.
Where will I find passion to conceive new ideas?
From which circle of hell words with some heat?
Track Name: Remorso
04. REMORSO
Pensamos ter o mesmo sentimento, mas era apenas coincidência.
Vindo de lugares diferentes, nos encontramos e tudo fez sentido.
Hoje, nós falamos sobre aquele tempo. Este tempo em que se dizia "estou certo".
Agora busco perder a vaidade do remorso.
Tudo o que parecia em seu lugar agora está morto.
Eu sei que silenciar nem sempre é igual a morrer.
Mas ficar velho será endurecer? Sacramentar nossos vícios?
Seremos jovens ou fracos mudando o que dissemos?
Seremos jovens ou fracos mantendo o que dissemos ontem?
Parecíamos um corpo coeso. Agora amputados, desproporcionais.
Podemos ter outras motivações, para a mesma coincidência.
E o que existe além do acaso é vontade sobre vontade. Vindo de lugares diferentes.
Como cinco vontades se tornam uma banda. Como nossas vontades se tornaram.
Diferentes opiniões constroem consenso. Paixões distintas pisam o mesmo caminho.

04. REGRET
We thought we had the same feeling, but it was just coincidence.
Coming from different places, we met and everything made sense.
Today, we talk about that time. That time when we used to say ´I´m right´
Now I try losing the vanity of regret.
Everything that seemed to fit now is dead.
I know that to be silent not always equals death.
But growing old means getting harder? To sacralize our vices?
Will we be young or weak changing what we said?
Will we be young or weak repeating what was said before?
We seemed a complete body. Now, amputees, unbalanced.
Can we have other motivations for the same coincidence.
And what exist beyond chance is will over will. Coming from different places.
As five wills turn into one band. As our wills have.
Different opinions create consensus. Distinct passions tread the same path.
Track Name: Sem Relógio E Sem Juiz
05. SEM RELÓGIO E SEM JUIZ
Este é o momento que você olha pro chão...
Como é difícil agir quando se percebe agindo.
Mas você corta em um passo os fios desta atenção.
Não haverá melancolia neste jogo sem fim.
Um - dois. Toco e corro; você lança.
Quero um corpo pra brincar comigo.
Quero a morte das noites de domingo.
Não haverá melancolia neste jogo sem fim.
Não, não, eu não quero trocar de camisa.
Eles são os donos da bola, mas estamos em vantagem.
Eles escolhem as regras, mas não por muito tempo.
Nós jogamos bonito e eles ganham.
Não há estádio vazio.
Nem torcedor solitário.
Não existe jogo ganho.

06. NO CLOCK OR REFEREEE
This is the moment you look to the ground . . .
How difficult it is acting when you realize you´re acting.
But you break in one step the threads of this attention.
There will be no melancholy in this endless game.
One - Two. I pass and run, you throw.
I want a body to play with me.
I want the death of every sunday eve.
There will be no melancholy in this endless game.
No, no, I don´t want to change shirts.
Theirs is the ball, but we have the advantage.
They choose the rules but not for long.
We play beautifully and they are the winners.
There´s no empty stadium.
No lonely fan. No easy match.
Track Name: Lâmina Cega
06. LÂMINA CEGA
Você não precisa saber nada de mim, se não tem nada pra fazer comigo.
Quero as situações que me estimulam, enchem a barriga e me dão abrigo.
Guarde as palavras! Guarde as palavras neutras para conversas de elevador.
Mastigando idéias com a indiferença de quem come sem sabor.
Sinto o tempo, lâmina cega. Vejo a prática que a teoria nega.
Uma ilusão desesperada pela imagem. Procurando a vida em uma miragem.
Minha antiga insegurança se tornou paz.
Você não tem as respostas pra mim e eu não tenho o caminho pra você.
E quando falamos penso em montanhas silenciosas e como o vento diz mais.

06. BLIND BLADE
You don´t need to know nothing about me if you have nothing to do with me.
I want situations that stimulates me, fill my stomach and give me shelter.
Keep the words! Keep the small talk for lift´s conversations.
Chewing ideas with the indifference of those who eat without taste.
I feel the time, blind blade. I see the practice denied by theory.
An illusion desperate for image. Searching for life in a mirage.
My old insecurity has become peace.
You don´t have the answers for me and I don´t have the path for you.
And when we talk I think of quiet mountains and how the wind says much more.
Track Name: Ruído Vazio
07. RUÍDO VAZIO (INSTRUMENTAL)

07. EMPTY NOISE (INSTRUMENTAL)
Track Name: Falso
08. FALSO
Você vai ouvir se eu trouxer velhas coisas pra dizer de outra forma?
Tão nova quanto posso negar o passado...
Tento carregar o peso das palavras.
Trago aqui as idéias que me formaram.
Mas esta forma também pode criar novas escolhas.
Lendo os fatos, produzo conseqüências. Posso criar uma nova leitura.
E o verbo então se fará carne ou toda pele será como espelho?
E a paixão de um novo modo pode brilhar sobre essas palavras gastas?
Toque de novo, toque o refrão da música que diz tudo o que você pensa.
Estrago aqui as idéias que me formaram.
Se mudar meu jeito de falar, você vai ouvir?

08. FALSE
Will you listen if I bring old things said in a different form?
As fresh as I can deny the past . . .
I try carrying the weight of words.
I bring here the ideas that built me.
But this form can also create new choices.
Reading facts, I build consequences. I can create a new reading.
And the word will turn into flesh or will all skin be like a mirror?
And can a new way´s passion shine over these dead words?
Play it again, play the song´s chorus that says all that you think.
Here I spoil the ideas that built me.
If I change my way of saying will you listen?
Track Name: Paciente
09. PACIENTE
Deixei todos os vícios que me deixavam só... menos a busca da solidão.
Não é o sabor dessa bebida mais amargo que a verdade do outro dia.
É tudo sobre evitar a dor. Mais do que encontrar formas de não partir.
Me dê um copo e divida a vida comigo e o fim sempre vai ficar pra depois.
Me dê a mão, aperte e encontre uma veia, uma velha passagem.
Esta é a fé do nosso tempo. Sintomático. Eu confio no que tira a dor.
Dentro ou fora buscando remédios que vão parar a dor.
Todos iguais na espera...
E o pior sempre será menos que o insuportável.
Mais água, mais um comprimido.
Já não posso com a dor, então não me faço de forte.
É a riqueza que não circula.
É a família que não se conhece.
É o trabalho que não realiza.
É o amor que você não merece.
Todos têm uma fuga diferente neste jogo sujo.

09. PATIENT
I quit all the vices that made me feel alone . . . except the search for solitude.
This drink´s taste is more bitter than an another day´s truth
It´s all about avoiding pain. More than finding ways not to leave.
Give me a glass and share life with me and the end will always be later.
Give me your hand, press and find a vein, an old passage.
This is the faith of our time. Sintomatic. I trust painkillers.
Searching medications to stop the pain
They are all the same in their hope . . .
And the worst will always be less than unbearable
More water, one more pill.
I can´t deal with pain, so I don´t pretend I´m strong.
It is the wealth that does not move.
It is the family that does not know itself.
It is the work that does not create.
It is the love you don´t deserve.
Everyone has a different escape in this dirty game.
Track Name: Ser Mais
10. SER MAIS
Então peguei o que me foi dito e destruí como quem rasga o papel.
E se eu olhar para o mesmo lugar, está lá outra verdade
Que eu mesmo falei e dei sentido, sentindo o seu sinal em mim.
Uma idéia que explodiu em meu peito, grave e pesada.
Antes me movi por seu palco e fui coisa como as coisas que não pude nomear.
Que eu julgava controlar.
Agora todas as promessas são risíveis.
Nenhuma estátua tem vida a me oferecer.
Toda esperança se tornou ação.
E a cada passo, me faço.
A cada olhar, mudo este lugar.
Fechar os olhos é o fim do mundo.
A cada passo, me faço a cada olhar.
Entre você e eu, um mundo pra criar. Vontade de ser mais!
Entre hoje e amanhã, um mundo pra criar. Quem se não você?
Não há nada sólido embaixo do sol desta vontade de ser mais!

10. TO BE MORE
And then I took what was said to me and destroyed it, as one who rips papers.
And if I look to the same place, there is another truth.
Which I said it myself and gave it meaning, feeling its sign inside me.
An idea that exploded in my chest, grave and heavy.
Before that I was moving around its stage and was a thing as other things which I couldn´t name.
Which I believed I controlled.
Now all promises are laughable
No statue has life to offer me
All hope is now action
And at each step, I create myself.
At each look, I change this place.
To close my eyes is the end of the world.
At each step, make myself at each look.
Between you and me, a world to create. Will to be more!
Between today and tomorrow, a world to create. Who if not you?
There´s nothing solid below the sun of this will to be more!
Track Name: Do Rio
11. DO RIO
Toda contenção é limitada pelo poder que se prende.
A força do rio está no movimento da água
Que corre junta e separada, que não pode secar.
Quando as águas que conheci passaram, quem sou este que retorna?
A água vai e o rio ficará. Quem sou este que recorda?
Escuto a mesma música da minha adolescência.
Nela cada nota está no lugar.
Tudo mudar não mudou muito.
Tudo mudar. Tudo mudar.
Saber viver sozinho é uma ciência.
Saber com quem você pode contar.
Cada momento destrói minha velha ilusão.
O que é a verdade então, além de ruínas?
Saber viver sozinho.
Não me vejo mais na imagem que este rio reflete.
Mas me escuto no barulho da água que corre.
Que muda de forma.
Que não se conforma.

07. THE RIVER
Every restraint is limited by the power attached.
The strenght of a river is in the movement
of the water, that flows together and separated, that can not dry out.
When the waters that I´ve known passed
who am I that remains, and comes back?
The water flows, the river stays. Who am I that recall?
I listen to the same songs from my teens,
every note is accordingly.
To change everything hasn´t changed a lot.
To change everything. To change everything.
To know how to live in solitude is a science.
To know in whom you can trust.
Each moment destroys my old illusion.
What is reality then, but ruins?
To know how to live in solitude . . .
I can´t see myself no more in the image reflected by this river.
But I listen myself in the music of the flowing water.
That changes shapes.
That does not conform.